Hoje, dia 10, estou começando minha viagem pelo leste europeu. Pra começar, Hungria, Budapeste.
Sairia as 8:05 da manhã de Paria, pelo aeroporto de Orly. Porém, o mesmo vulcão de nome impronunciável na Islândia, que causou zilhões de atrasos há 2 semanas, dessa vez resolveu se meter comigo. Nesse exato instante em que escrevo meu maldito avião de companhia low-cost deveria estar levantando vôo. No entano, cá estou eu, plantada no salão de embarque, usando internet (paga) do aeroporto e inventando o que fazer na rede pra não morrer de tédio. O vulcão dormecido expeliu cinzas demais, e por causa desse excesso lá no meio do Oceano Atlântico a km e km do continente, os aviões não podem subir. Saco. Pelo menos a EasyJet dá valor ao cliente e deu a cada passageiro de vôo atrasado, um vale-refeição de 4,50 euros. Dinheirama, ôôô. Fora a zuação, é justo. Um croissant e um café custa 2,50 num aeroporto. Até convertendo pro nosso pobre Real, ainda é mais barato que num restaurante do Galeão, fato.
Mesmo com todo esse caos aéreo, eu não me emputeço. O clima de aeroporto, mala, arurmação, bagunça, gente de todas as caras, países e línguas, desespero e correria, me deixa feliz.
Hoje por exemplo, saí de casa (da minha irmã) as 6 am, 4 andares de escada de 100 anos de idade, inclinadas pra baixa de tão gastas, segurando uma mala imensa de 18kg (porque só pode até 20), e 8 minutos pra descer tudo aquilo e ainda quase perdi o táxi. Abri a porta da rua e ele tava dando a partida no carro. Sorte. Dói o braço, pesa, mas vale a pena. Sair do conforto do lar pra passar perrengue, dor e ficar com a conta no negativo em outro país é a coisa que mais vale a pena nesse mundo.
O legal de chegar num aeroporto em outro país é ver as pessoas. Aviões saindo pra Tanger no Marrocos e aquels homens ventindo túnicas típicas. Outro indo pra Alger em algum país da África que, sinceramente, sem ver num mapa não sei qual país que é. E as mulheres negras muçulmanas, de lenços com estampas africanas. Tem as muçulmanas brancas, modernas, lindas. Cheias de maquiagem, Iphones, jóias, bolsas caras, malas chiquerésimas. Elas podem tudo!
É uma profusão de línguas. Ao fazer o check-in, dei o passaporte pro funcionário da cia e ele logo disse em tom de voz empolgado "- De Brésil! Adorroo seu país!". Não tem como não dar um sorrisinho e ficar feliz, né?
Na boa? Esqueçam essa coisa de Estados Unidos. Não tiro suas razões em relação a Nova York ou Los Angeles. Também tenho minhas vontades em relação à América, como conhecer Louisianna e São Francisco. Orlando também é o máximo e Miami obviamente que vale uma visita. Mas quem gosta de história e novidades geniais, o lugar é a Europa.
Dá licença que vou usar meu vale de 4,50 pra tomar um café que ainda tenho muito chá de cadeira pra frente.
Bom dia pro Brasil que ainda é madrugada. :*
segunda-feira, maio 10, 2010
sábado, maio 08, 2010
Em Paris!
Já que minha irmã está morando por aqui, eu estou vendo Paris de outro ângulo. Nada de excursões, nada de gente dizendo aonde ir e o que fazer.
Hoje por exemplo, fui com ela comprar botões em Montmartre, no Cafè des 2 Moulins, aquele mesmo do filme da Amélie, e fiz muitas compras pelo bairro de Saint-German.
Impressionante como andar faz você conhecer tudo que não está nos guias. Muito melhor.
quinta-feira, abril 29, 2010
Maldito vício.
De dois meses pra cá, de repente tem até mais tempo e eu não percebi, estou com um vício doentio.
Fico triste se não o tenho todos os dias, várias vezes por dia. Sinto abstinência; fico triste, irritada, deprimida, impaciente. Sonho com essa coisa maligna todas as noites e preciso tê-la a disposição quando bate a falta. Senão, suo frio, tremo, não durmo, não relaxo.
Minha droga me faz muito bem, mas principalmente me faz muito mal.
Ela engorda e tem um nome provocativo: chocolate.
quinta-feira, abril 15, 2010
Carta ao meu amor.
Te conheci numa época em que os maiores males vieram pro meu enorme bem. Foi uma fase vivida muito rápida e intensamente (felizmente, com você meu "intenso" se tornou massivo).
Numa noite de caras e bocas, poses e fachadas, sons que não eram bem-vindos aos nossos ouvidos, estávamos lá, eu e você, trocando palavras com gosto de harmônicos.
Era o par perfeito. Uma dupla dinâmica nunca tão bem selecionada por algo ou alguém divino, e que funcionasse tão bem, logo à partir do primeiro dia juntos.
Alguma coisa ali fez sair faísca.
Então, naquela manhã ensolarada e gelada, parecíamos vindo diretamente dos anos 50 pro interior das Minas Gerais. Parecia que eu já o conhecia havia muitos anos, enquanto na verdade, havia somente algumas poucas horas que estava do seu lado.
Aquele dia, encostados naquela pilastra de azulejos vermelhos com os olhos da cidade e um sol nascente nos espiando, eu percebi que ali a paixão nascia. Desabafei bem baixinho "isso não vai dar certo" e você fingiu que não ouviu. Que a partir daquele momento, meu corpo por um lado festejava de alegria, enquanto o outro já se inflava de preocupação pela distância que estava prestes a nós massacrar.
Você foi embora lamentando ter que estar acordado, de pé e disposto dali há algumas horas e eu com o coração disparado e a adrenalina sem me deixar adormecer.
Algo me dizia que naquele segundo que ouvi sinos e vi estrelas, o mesmo te acertou em cheio.
Aquele dia, encostados naquela pilastra de azulejos vermelhos com os olhos da cidade e um sol nascente nos espiando, eu percebi que ali a paixão nascia. Desabafei bem baixinho "isso não vai dar certo" e você fingiu que não ouviu. Que a partir daquele momento, meu corpo por um lado festejava de alegria, enquanto o outro já se inflava de preocupação pela distância que estava prestes a nós massacrar.
Você foi embora lamentando ter que estar acordado, de pé e disposto dali há algumas horas e eu com o coração disparado e a adrenalina sem me deixar adormecer.
Algo me dizia que naquele segundo que ouvi sinos e vi estrelas, o mesmo te acertou em cheio.
Eu e ele. Casal sempre besta apaixonado.
terça-feira, abril 06, 2010
Rio de Janeiro se transformou em São Paulo
Já faz mais de 24horas que o Rio sente o gostinho de ser São Paulo em dia de chuva.
Hoje não botei os pés pra fora de casa, e quando estava prestes a fazer isso, o gerente da loja ligou pra minha casa desesperado porque nenhum funcionário havia chegado ainda. Já era pra loja estar a pleno vapor a pelo menos 30min. (Me pergunto como ele conseguiu chegar na hora no Centro do RJ, já que mora em Nova Iguaçu, na Baixada). Fiquei meio boiando na conversa, sem entender o porquê do nervosismo. Até que eu liguei a televisão e lá estava, notícia no Bom Dia Brasil: "(Clichê) Rio amanhece debaixo d'água" e mostra uma imagem exatamente do lugar pelo qual eu iria passar no momento que estava saindo de casa, a Rua Jardim Botânico. Lá mesmo, na frente do parque/jardim.
O local onde eu costumo passar 3x por semana estava completamente alagado. O repórter da Globo era um que normalmente faz matérias esportivas, mas como esse local é muito perto da emissora, colocaram esse mesmo para mostrar o caos (provavelmente ele estava lá preparando algo sobre Copa, sei lá). A água era tanta que ultrapassava a mureta do parque pra rua e só dava pra ver as grades.
Minha mãe foi trabalhar. Ela conseguiu porque o escritório dela (autônomo) é aqui perto de casa, e o bairro de Ipanema durante o dia estava "caminhável". Mas chovendo durante todo o dia.
Segundo ela, NENHUMA loja estava aberta, nem mercados, galerias, nada! Não havia uma alma viva na rua e o trânsito nunca esteve tão maravilhoso quanto hoje (após o caos, claro).
O prefeito deu seu parecer de que hoje seria decretado ponto facultativo. Claro, não tinha como ninguém ir nem voltar de lugar nenhum. Esse cara dá pra levar a sério.
Ontem a noite voltei com meu pai da loja pelo bairro de Santa Teresa e pelo Cosme Velho. Poucos são os que conhecem esse caminho, então estava vazio e foi nossa sorte.
Por outro lado, tem uma parte do Cosme Velho que é uma estradinha pelo meio da Floresta da Tijuca, e qual não foi minha surpresa quando comentei com meu pai quando uns 10 anos antes, uma chuva como aquela havia caído na cidade (não tão demorada, claro) e uma árvore havia caído naquele lugar e tivemos que voltar para fazer outro caminho até minha escola (meu colégio era ali perto). E de repente, 3 minutos depois, havia REALMENTE uma árvore caída no meio da pista. Pelo menos, dessa vez, tinha espaço para passar um
carro por vez. Poucos metros a frente, uma pequena barreira havia desmoronado.
Na real? Eu tava me cagando de medo de andar por ali.
A chuva era tanta, mas tanta, que se via sacolas de lixo boiando, RATOS BOIANDO (um dos maiores nojos da minha vida), carros boiando...enfim, TUDO boiando.
E as cenas de helicóptero da Globo sobrevoando a Lagoa Rodrigo de Freitas?
Me senti uma moradora nata de São Paulo passando pelos entornos do Rio Tietê. Aquilo tudo muito transbordado; carros com água na altura das janelas; não se via definição de calçada, ciclovia nem pista. Era tudo uma água só!
Enfim...
Um post no twitter me fez pensar. Seria muito bom se na próxima vez que as pessoas fossem jogar lixo na rua, lembrassem do maldito dia inútil de hoje. As que morreram debaixo de lama, terra e pedras provavelmente foram também aquelas que um dia entupiram bueiros com uma mera garrafa PET. Ou aqueles que tiveram que abandonar seus carros com lama nos bancos de couro, foram exatamente as pessoas que jogaram sacolas plásticas no chão.
É isso aí. Espero que esse dia tenha servido de lição pra muito carioca mal-educado.
Aliás, carioca pra mim é sinônimo de gente sem educação. Sou nascida no Rio de Janeiro e vejo isso.
Pra essa galera, o prefeito foi perfeito e deu um dia de descanso pra população.
Hoje não botei os pés pra fora de casa, e quando estava prestes a fazer isso, o gerente da loja ligou pra minha casa desesperado porque nenhum funcionário havia chegado ainda. Já era pra loja estar a pleno vapor a pelo menos 30min. (Me pergunto como ele conseguiu chegar na hora no Centro do RJ, já que mora em Nova Iguaçu, na Baixada). Fiquei meio boiando na conversa, sem entender o porquê do nervosismo. Até que eu liguei a televisão e lá estava, notícia no Bom Dia Brasil: "(Clichê) Rio amanhece debaixo d'água" e mostra uma imagem exatamente do lugar pelo qual eu iria passar no momento que estava saindo de casa, a Rua Jardim Botânico. Lá mesmo, na frente do parque/jardim.
O local onde eu costumo passar 3x por semana estava completamente alagado. O repórter da Globo era um que normalmente faz matérias esportivas, mas como esse local é muito perto da emissora, colocaram esse mesmo para mostrar o caos (provavelmente ele estava lá preparando algo sobre Copa, sei lá). A água era tanta que ultrapassava a mureta do parque pra rua e só dava pra ver as grades.
Minha mãe foi trabalhar. Ela conseguiu porque o escritório dela (autônomo) é aqui perto de casa, e o bairro de Ipanema durante o dia estava "caminhável". Mas chovendo durante todo o dia.
Segundo ela, NENHUMA loja estava aberta, nem mercados, galerias, nada! Não havia uma alma viva na rua e o trânsito nunca esteve tão maravilhoso quanto hoje (após o caos, claro).
O prefeito deu seu parecer de que hoje seria decretado ponto facultativo. Claro, não tinha como ninguém ir nem voltar de lugar nenhum. Esse cara dá pra levar a sério.
Ontem a noite voltei com meu pai da loja pelo bairro de Santa Teresa e pelo Cosme Velho. Poucos são os que conhecem esse caminho, então estava vazio e foi nossa sorte.
Por outro lado, tem uma parte do Cosme Velho que é uma estradinha pelo meio da Floresta da Tijuca, e qual não foi minha surpresa quando comentei com meu pai quando uns 10 anos antes, uma chuva como aquela havia caído na cidade (não tão demorada, claro) e uma árvore havia caído naquele lugar e tivemos que voltar para fazer outro caminho até minha escola (meu colégio era ali perto). E de repente, 3 minutos depois, havia REALMENTE uma árvore caída no meio da pista. Pelo menos, dessa vez, tinha espaço para passar um
carro por vez. Poucos metros a frente, uma pequena barreira havia desmoronado.
Na real? Eu tava me cagando de medo de andar por ali.
A chuva era tanta, mas tanta, que se via sacolas de lixo boiando, RATOS BOIANDO (um dos maiores nojos da minha vida), carros boiando...enfim, TUDO boiando.
E as cenas de helicóptero da Globo sobrevoando a Lagoa Rodrigo de Freitas?
Me senti uma moradora nata de São Paulo passando pelos entornos do Rio Tietê. Aquilo tudo muito transbordado; carros com água na altura das janelas; não se via definição de calçada, ciclovia nem pista. Era tudo uma água só!
Enfim...
Um post no twitter me fez pensar. Seria muito bom se na próxima vez que as pessoas fossem jogar lixo na rua, lembrassem do maldito dia inútil de hoje. As que morreram debaixo de lama, terra e pedras provavelmente foram também aquelas que um dia entupiram bueiros com uma mera garrafa PET. Ou aqueles que tiveram que abandonar seus carros com lama nos bancos de couro, foram exatamente as pessoas que jogaram sacolas plásticas no chão.
É isso aí. Espero que esse dia tenha servido de lição pra muito carioca mal-educado.
Aliás, carioca pra mim é sinônimo de gente sem educação. Sou nascida no Rio de Janeiro e vejo isso.
Pra essa galera, o prefeito foi perfeito e deu um dia de descanso pra população.
sábado, março 27, 2010
My Sweet Lord
Acho que quando minha mãe estava grávida de mim, ela deve ter ficado horas e horas sem perceber ouvindo "My Sweet Lord", música do melhor beatle pra mim, Sir George Harrison.
Durante meus míseros 23 anos de existência, essa música tocou e tocou e tocou centenas de vezes ao longo da minha vida e de um meses pra cá, percebi que ela me tranquiliza. Que sempre me tranquilizou, eu que sempre estava com a cabeça ocupada demais pra notar.
Engraçado.
Hoje, fui tomar banho e levei meu rádio pro banheiro sem saber o que ouvir.
Escolhi Sir George ao acaso e seu disco póstumo, Let it Roll - diga-se de passagem, uma capa linda - e como meu Ipod fica no modo shuffle, nem me preocupei em escolher a primeira música a tocar.
Na mosca.
Eu já estava debaixo do chuveiro, e ouvi aqueles riffs introdutórios, a muitos anos familiar. E uma lágrima rolou. Algumas, na verdade.
Não choro de tristeza, mas só uma descarga de nostalgia, vamos dizer assim.
Sei lá, é uma sensação agradável. Como se uma calmaria estivesse próxima.
Ou simplesmente uma música que ouvi durante tantos anos que meu cérebro associa necessariamente com tranquilidade.
Sempre me perguntei qual a minha música preferida. Acho que é essa.
Além de ter sido um músico brilhante, era lindo.
Durante meus míseros 23 anos de existência, essa música tocou e tocou e tocou centenas de vezes ao longo da minha vida e de um meses pra cá, percebi que ela me tranquiliza. Que sempre me tranquilizou, eu que sempre estava com a cabeça ocupada demais pra notar.
Engraçado.
Hoje, fui tomar banho e levei meu rádio pro banheiro sem saber o que ouvir.
Escolhi Sir George ao acaso e seu disco póstumo, Let it Roll - diga-se de passagem, uma capa linda - e como meu Ipod fica no modo shuffle, nem me preocupei em escolher a primeira música a tocar.
Na mosca.
Eu já estava debaixo do chuveiro, e ouvi aqueles riffs introdutórios, a muitos anos familiar. E uma lágrima rolou. Algumas, na verdade.
Não choro de tristeza, mas só uma descarga de nostalgia, vamos dizer assim.
Sei lá, é uma sensação agradável. Como se uma calmaria estivesse próxima.
Ou simplesmente uma música que ouvi durante tantos anos que meu cérebro associa necessariamente com tranquilidade.
Sempre me perguntei qual a minha música preferida. Acho que é essa.
Além de ter sido um músico brilhante, era lindo.
sexta-feira, março 26, 2010
Trabalho
Tenho trabalhado muito.
Muito.
MUITO.
Cerca de 9, 10, 11 horas por dia.
Meu tio que trabalha com a gente aqui, já um senhor de 77 anos de licença-médica, teve um piripaque e deixou tudo como estava e eu estou o fazendo o meu trabalho e o dele.
Isso tudo sem todo um preparo psicológico e físico e sem uma data pra ele voltar. Ou seja, passo todas essas horas sentada, contando dinheiro ou mexendo no computador, ou fazendo contas, ou fazendo ligações, ou cobrando clientes caloteiros, ou preparando contra-cheques ou fazendo praticamente tudo que uma administradora de empresas faz.
Estou com as costas moídas, não tenho dormido direito, não descanso, não relaxo, quase não como, quase não vejo a luz do dia e estou com um invejoso bronzeado escritório...
De forma alguma estou reclamando.
Só estou desabafando porque meu corpo já está reagindo de uma forma muito esquisita. E estou assim há apenas 4 dias!
Confesso que rolau sim uma invejinha da galera que vai sair dos seus respectivos empregos e vai tomar uma cerveja, vai ver os amigos, ou vai simplesmente pra casa ver tv ou ler um livro.
Eu vou pra casa, mas não aguento nem ver tv, nem ler livro e nem fazer nada. Só quero minha cama tamanho o cansaço.
Dá licença que ainda tenho trabalho pra fazer.
Hasta luego.
quinta-feira, março 25, 2010
Religião pra que?
Segue abaixo o motivo da minha revolta.
Vaticano encobriu pedófilo que abusou de 200 menores surdos, diz jornal.
Não precisa nem de comentário, né?
Cada dia que passa, o mínimo de fé que me foi passado durante e depois do meu batizado, se dissolve mais.
Obrigada, imprensa.
Depois o Papa não sabe porque perde fiéis pros bispos Macedos da vida.
Esse é o tipo de notícia que me revolta de um jeito que nem eu consigo definir.
Vaticano encobriu pedófilo que abusou de 200 menores surdos, diz jornal.
Não precisa nem de comentário, né?
Cada dia que passa, o mínimo de fé que me foi passado durante e depois do meu batizado, se dissolve mais.
Obrigada, imprensa.
Depois o Papa não sabe porque perde fiéis pros bispos Macedos da vida.
Esse é o tipo de notícia que me revolta de um jeito que nem eu consigo definir.
quinta-feira, março 18, 2010
Fogo no SAARA
Logo que eu comecei a escrever aqui, um incêndio atingiu uma loja de plásticos aqui perto.
Hoje, 1 anos e 3 meses depois, outro incêndio aqui no Centro perturba meus amigos na loja de flor aritifical deles. Há 1 quarteirão do lado deles, um sobrado (antigo, claro, e elétrica completamente fodida) já lambeu e já desabou, fazendo subir fuligem, espalhando fedor e deixando tudo sujo por aqueles lados da Av. Passos.
É o SAARA sempre com novidades
Hoje, 1 anos e 3 meses depois, outro incêndio aqui no Centro perturba meus amigos na loja de flor aritifical deles. Há 1 quarteirão do lado deles, um sobrado (antigo, claro, e elétrica completamente fodida) já lambeu e já desabou, fazendo subir fuligem, espalhando fedor e deixando tudo sujo por aqueles lados da Av. Passos.
É o SAARA sempre com novidades
domingo, fevereiro 07, 2010
Pesadelo pra um fã de vinil.
Acabei de perder 3 vinis fantásticos só porque estavam no teto do carro.
Back in Black da Amy Winehouse
Rubber Soul dos Beatles
Honky Chatêu do Elton John.
Saí com o carro e eles cairam na rua. Quando cheguei em casa sai correndo na rua (idéia do namorado. amo) atrás dos discos, fazendo o mesmo caminho a pé, que eu tinha feito de carro.
Eis que eu vejo uma galera vindo na minha direção com o LP da Amy nas mãos e eu fico louca, roxa, azul, gelada e quente ao mesmo tempo querendo falar e nada saia:
-Velho, vocês acharam esse disco na rua?
- Achamos, mas...
- Velho, é meu, cara! Tinham mais dois juntos!
- Quais? - com cara de "tá me enrolando essa garota"
E eu que fiquei roxa e na hora do nervosismo não lembrava os discos.
- Uhm...Ahh. Era o...ai, o soul. O Rubber Soul dos Beatles e um do Elton John
- Só tinha esse lá, não tinha nenhum dos Beatles não.
Adendo: Ele só fez menção ao dos Beatles. Da titia John nada.
Só dizendo que o outro do era do Elton John que eu acho que o cara acreditou que eram realmente meus. Quem, com 13-25 anos, reles mortal carnavalesco do Rio de Janeiro, em pleno bloco, vai duvidar de uma mulher esquisita andando louca na rua atrás de um vinil do Elton John?
Até que o outro falou:
- Cara, dá pra ela. Ó a cara de nervosa dela. Dá pra ela.
- Brigada gente, valeu mesmo!
Quase dei um beijo dos muleques.
Infelizmente, os outros dois eu continuei caçando. Mas nada.
O chato é que eram do namorado...
Só que se não fosse ele mandando eu descer atrás dos discos, nem o meu eu teria encontrado.
Mais um motivo que eu amo ele tanto.
:)
Aí tá.
Voei pra casa querendo ouvir o dito cujo.
Ele tava tão novinho. Com capinha nova, capa interna direitinha, a capa do disco lisinha...
MAS, eu to ouvindo ele agora, e pelo visto o atropelamento do disco foi a melhor coisa que o aconteceu.
O disco tá com som de música antiga, cheio de chiado, do jeitinho que eu amo. Tá empenado é verdade, mas uma maravilha de som.
E a capa com marca de asfalto.
História pra contar.
Back in Black da Amy Winehouse
Rubber Soul dos Beatles
Honky Chatêu do Elton John.
Saí com o carro e eles cairam na rua. Quando cheguei em casa sai correndo na rua (idéia do namorado. amo) atrás dos discos, fazendo o mesmo caminho a pé, que eu tinha feito de carro.
Eis que eu vejo uma galera vindo na minha direção com o LP da Amy nas mãos e eu fico louca, roxa, azul, gelada e quente ao mesmo tempo querendo falar e nada saia:
-Velho, vocês acharam esse disco na rua?
- Achamos, mas...
- Velho, é meu, cara! Tinham mais dois juntos!
- Quais? - com cara de "tá me enrolando essa garota"
E eu que fiquei roxa e na hora do nervosismo não lembrava os discos.
- Uhm...Ahh. Era o...ai, o soul. O Rubber Soul dos Beatles e um do Elton John
- Só tinha esse lá, não tinha nenhum dos Beatles não.
Adendo: Ele só fez menção ao dos Beatles. Da titia John nada.
Só dizendo que o outro do era do Elton John que eu acho que o cara acreditou que eram realmente meus. Quem, com 13-25 anos, reles mortal carnavalesco do Rio de Janeiro, em pleno bloco, vai duvidar de uma mulher esquisita andando louca na rua atrás de um vinil do Elton John?
Até que o outro falou:
- Cara, dá pra ela. Ó a cara de nervosa dela. Dá pra ela.
- Brigada gente, valeu mesmo!
Quase dei um beijo dos muleques.
Infelizmente, os outros dois eu continuei caçando. Mas nada.
O chato é que eram do namorado...
Só que se não fosse ele mandando eu descer atrás dos discos, nem o meu eu teria encontrado.
Mais um motivo que eu amo ele tanto.
:)
Aí tá.
Voei pra casa querendo ouvir o dito cujo.
Ele tava tão novinho. Com capinha nova, capa interna direitinha, a capa do disco lisinha...
MAS, eu to ouvindo ele agora, e pelo visto o atropelamento do disco foi a melhor coisa que o aconteceu.
O disco tá com som de música antiga, cheio de chiado, do jeitinho que eu amo. Tá empenado é verdade, mas uma maravilha de som.
E a capa com marca de asfalto.
História pra contar.
quinta-feira, fevereiro 04, 2010
sexta-feira, janeiro 29, 2010
Pagode Japonês é sucesso no Brasil.
quarta-feira, janeiro 27, 2010
Mais uma do rei dos escândalos junkies, Pete Doherty.
Roqueiro Pete Doherty é multado por carregar heroína em tribunal inglês
O cara simplesmente NÃO aprende.
Aí me vem o advogado e diz que ele "não sabia que a droga estava no bolso do casaco" e que "Pete tem muitos ternos e pode ter escolhido justamente a peça na qual havia droga guardada no bolso."
Não sei se vocês conhecem aquela velha máxima para adolescentes: Tudo conversa pra boi dormir.
E viva o fanfarrão.
Ladies of the 80s - Barbie
Sempre amei Barbie. Tinha muitas quando era novinha.
Eram as bonecas tipo Frankenstein que toda menina de 3 a 8 anos tem.
Braço de uma com a perna de outra, sem cabeça, cabelo tosado e pintado com azul de metileno, cabelo moicano (a gente sempre tinha uma pontinha de esperança que o cabelo da boneca iria crescer) maquiagem feita de lápis de cor, roupinha feita à máquina pela vovô, uma be-le-za!
Mas aí, a garotinha cresce e a loucura por Barbie não passa.
Também pudera, o site da marca tem as edições de colecionador com precinhos mixurucas (em doletas, obviamente). O lado bom, se é que posso chamar de bom, é que não entrega no Brasil.
Senão eu tava devendo até minha mãe pro cartão de crédito.
Mas, eis que surge a coleção mais "menina-que-gosta-de-rock-mas-que-não-largou-a-infância".
Pois bem. A Mattel, a marca mais feminina da história dos brinquedos, lançou a coleçao Ladies of the 80s, só com as divas da música da época.
Vou comprar todas. Já pedi pra minha mãe uma ajuda de custo, há!
Deliciem-se.
Eram as bonecas tipo Frankenstein que toda menina de 3 a 8 anos tem.
Braço de uma com a perna de outra, sem cabeça, cabelo tosado e pintado com azul de metileno, cabelo moicano (a gente sempre tinha uma pontinha de esperança que o cabelo da boneca iria crescer) maquiagem feita de lápis de cor, roupinha feita à máquina pela vovô, uma be-le-za!
Mas aí, a garotinha cresce e a loucura por Barbie não passa.
Também pudera, o site da marca tem as edições de colecionador com precinhos mixurucas (em doletas, obviamente). O lado bom, se é que posso chamar de bom, é que não entrega no Brasil.
Senão eu tava devendo até minha mãe pro cartão de crédito.
Mas, eis que surge a coleção mais "menina-que-gosta-de-rock-mas-que-não-largou-a-infância".
Pois bem. A Mattel, a marca mais feminina da história dos brinquedos, lançou a coleçao Ladies of the 80s, só com as divas da música da época.
Vou comprar todas. Já pedi pra minha mãe uma ajuda de custo, há!
Deliciem-se.
Cyndi Lauper
Cher
terça-feira, janeiro 26, 2010
Last.fm
Chutei o balde.
Não que R$5,00 por mês vá me deixar pobre, mas antigamente eu não concordava com esse negócio de você pagar pra ouvir as músicas dos outros em streaming.
A minha fome de bandas "novas" já estava me irritando. No meu computador nada preenchia o espaço vazio de novos sons (parece até que tô falando do amor que todo mundo demora pra encontrar) dos meus ouvidos. Meu namorado praticamnte toda semana me fala de algo novo, que eu escuto e até curto, mas é tanta coisa nova com tanta frequência que na hora de baixar pra ouvir direito e com calma, cadê o nome dos ditos cujos?
Quando surgiu o Last.fm eu ficava horas na frente do PC usando a ferramenta de ouvintes iguais pra descobrir novas coisas. Muita banda conheci por ali, que já não vou lembrar. Até que resolveram que usuários teriam que pagar pra ouvir. Aaaah, sacanagem com os fiéis, né?
De qualquer forma, fiquei uns meses, se bobear mais de 1 ano, esperando pra ver se alguma novidade aparecia, e aí nada (do last.fm, eu digo) até que eu descobri os segredos do cartão de crédito internacional (mentira, já torro no Ebay há uns bons 3 anos) .
Hesitei até que pouco pra uma voraz ouvinte de mp3, mas é que não concordo em pagar. Nem arquivo de mp3 a porcaria é! Mas não aguentei, meus ouvidos falaram mais alto e resolvi pagar. Um mês pra começar.
E realmente, é um serviço muito bom pra quem ouve muita música e gosta de coisa nova. Tem banda de todo canto do mundo, de todos os estilos, em todas as línguas. Em 2 dias, 5 bandas já subiram pro meu Top 10 do bimestre (bimestre no mínimo. Porque esse negócio de "melhor banda dos todos tempos da última semana", como diria meus queridos Titãs, é coisa de rádio que ganha jabá), simplesmente por poder escrever o nome de uma banda que eu amo e aparecer milhões de outras relacionadas.
Adoro isso tudo. Me sinto uma daquelas pessoas que enche a boca pra falar de bandas do interior de um vilarejo da Romênia, e que entende tudo do som de tuba tocada na água, porque é muito rock n' roll e as bandas do Leste Europeu e da Costa Setentrional da África tão usando direto nos seus rock n'macumba, tipo Fábio Massari (adoro ele, pra quem entendeu errado)
Pra porra. Nem crítico de cinema consegue ser chato assim.
Obrigada Deus pelo advento da internet. Há!
Não que R$5,00 por mês vá me deixar pobre, mas antigamente eu não concordava com esse negócio de você pagar pra ouvir as músicas dos outros em streaming.
A minha fome de bandas "novas" já estava me irritando. No meu computador nada preenchia o espaço vazio de novos sons (parece até que tô falando do amor que todo mundo demora pra encontrar) dos meus ouvidos. Meu namorado praticamnte toda semana me fala de algo novo, que eu escuto e até curto, mas é tanta coisa nova com tanta frequência que na hora de baixar pra ouvir direito e com calma, cadê o nome dos ditos cujos?
Quando surgiu o Last.fm eu ficava horas na frente do PC usando a ferramenta de ouvintes iguais pra descobrir novas coisas. Muita banda conheci por ali, que já não vou lembrar. Até que resolveram que usuários teriam que pagar pra ouvir. Aaaah, sacanagem com os fiéis, né?
De qualquer forma, fiquei uns meses, se bobear mais de 1 ano, esperando pra ver se alguma novidade aparecia, e aí nada (do last.fm, eu digo) até que eu descobri os segredos do cartão de crédito internacional (mentira, já torro no Ebay há uns bons 3 anos) .
Hesitei até que pouco pra uma voraz ouvinte de mp3, mas é que não concordo em pagar. Nem arquivo de mp3 a porcaria é! Mas não aguentei, meus ouvidos falaram mais alto e resolvi pagar. Um mês pra começar.
E realmente, é um serviço muito bom pra quem ouve muita música e gosta de coisa nova. Tem banda de todo canto do mundo, de todos os estilos, em todas as línguas. Em 2 dias, 5 bandas já subiram pro meu Top 10 do bimestre (bimestre no mínimo. Porque esse negócio de "melhor banda dos todos tempos da última semana", como diria meus queridos Titãs, é coisa de rádio que ganha jabá), simplesmente por poder escrever o nome de uma banda que eu amo e aparecer milhões de outras relacionadas.
Adoro isso tudo. Me sinto uma daquelas pessoas que enche a boca pra falar de bandas do interior de um vilarejo da Romênia, e que entende tudo do som de tuba tocada na água, porque é muito rock n' roll e as bandas do Leste Europeu e da Costa Setentrional da África tão usando direto nos seus rock n'macumba, tipo Fábio Massari (adoro ele, pra quem entendeu errado)
Pra porra. Nem crítico de cinema consegue ser chato assim.
Obrigada Deus pelo advento da internet. Há!
domingo, janeiro 24, 2010
METALLICA
Num é nada, num é nada, uma matériazinha no Fantástico faz você querer mudar de opinião na hora.
Me deu uma vontade absurda de ir no show do Metallica.
Já tinha cogitado a hipótese após o show do AC/DC em SP, mas fui checar minhas contas e estava a beira da falência, digamos assim.
Uma simples ida à terra das enchentes acaba com todo e qualquer dinheiro que você possua.
E agora, José? Sim ou não?
É semana que vem, as passagens devem estar absurdas, mas perder "Enter Sandman" ao vivo, é meio esculhambar com o fiapo de respeito que você tem com a sua pré-adolescência.
Nem sou tão fã da banda a ponto de largar o calor de deserto do RJ pra pegar bote na Av. Paulista.
Definitivamente, o universo está contra mim. E meu cheque especial também.
Me deu uma vontade absurda de ir no show do Metallica.
Já tinha cogitado a hipótese após o show do AC/DC em SP, mas fui checar minhas contas e estava a beira da falência, digamos assim.
Uma simples ida à terra das enchentes acaba com todo e qualquer dinheiro que você possua.
E agora, José? Sim ou não?
É semana que vem, as passagens devem estar absurdas, mas perder "Enter Sandman" ao vivo, é meio esculhambar com o fiapo de respeito que você tem com a sua pré-adolescência.
Nem sou tão fã da banda a ponto de largar o calor de deserto do RJ pra pegar bote na Av. Paulista.
Definitivamente, o universo está contra mim. E meu cheque especial também.
sábado, janeiro 23, 2010
Heavy Metal como mais uma religião!
Eu simplesmente AMO essas loucuras que apaixonados por música são capazes de fazer.
Cara, transformar o Heavy Metal em religião é a coisa mais genial que eu já vi sair da cabeça de um fã do estilo. Além das longas madeixas.
Não que eu seja contra as religiões tradicionais. Eu realmente tenho lá minhas dúvidas e respeito quem é seguidor. Agora, deixa os loucos escolherem os seus Deuses, né?
Se o Jack Black tem o Dio como seu Deus aos 10 anos de idade no "A Palheta do Destino", porque um metaleiro comum não pode escolher o seu? Hahaha! Me divirto!
Amei, adorei, simplesmente boto fé e vou aderir a campanha com certeza.
Imagina você respondendo um questionário, e no campo "qual sua religião?" você escreve "Heavy Metal"?
Eu quero!
E como diz meu namorado: o americano inventa e o inglês aperfeiçoa.
Nesse caso em si, a loucura "aperfeiçoada" obviamente vem dos britânicos, da terra do Metal!
http://g1.globo.com/Noticias/Musica/0,,MUL1459520-7085,00-BRITANICOS+QUEREM+TRANSFORMAR+HEAVY+METAL+EM+RELIGIAO+OFICIAL.html
Cara, transformar o Heavy Metal em religião é a coisa mais genial que eu já vi sair da cabeça de um fã do estilo. Além das longas madeixas.
Não que eu seja contra as religiões tradicionais. Eu realmente tenho lá minhas dúvidas e respeito quem é seguidor. Agora, deixa os loucos escolherem os seus Deuses, né?
Se o Jack Black tem o Dio como seu Deus aos 10 anos de idade no "A Palheta do Destino", porque um metaleiro comum não pode escolher o seu? Hahaha! Me divirto!
Amei, adorei, simplesmente boto fé e vou aderir a campanha com certeza.
Imagina você respondendo um questionário, e no campo "qual sua religião?" você escreve "Heavy Metal"?
Eu quero!
E como diz meu namorado: o americano inventa e o inglês aperfeiçoa.
Nesse caso em si, a loucura "aperfeiçoada" obviamente vem dos britânicos, da terra do Metal!
http://g1.globo.com/Noticias/Musica/0,,MUL1459520-7085,00-BRITANICOS+QUEREM+TRANSFORMAR+HEAVY+METAL+EM+RELIGIAO+OFICIAL.html
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