Com 18 anos eu caí na real e descobri o verdadeiro rock n' roll. Sempre tive uma queda, pra não dizer um "barranco", pelo gênero desde que me entendo por gente.
Nos vídeos caseiros aqui de casa, o que não falta é eu e minhas irmãs, pingos de gente com 2, 3, 4 anos cantando em idioma infantil hinos do Ultraje a Rigor e Paralamas, hits dos anos 80.
Já com uns 8, 9 anos de idade, nos idos de 1994 e 1995, quando Oasis e Radiohead lançavam alguns de seus grandes álbuns, contendo suas grande pérolas da época como Creep e Wonderwall, que a pequena Bianquinha se vira gostando de algo que nunca sofrera influência de seus pais nem de seus familiares, o rock.
Tá, era BritRock? Era! Já sabia da existência de Beatles, Rolling Stones e Sex Pistols, mas eu não herdei nenhum vinil e meus pais nunca foram grandes fãs de música não-popular. A TV a cabo ainda estava engatinhando e a MTV estava em seus primórdios anos e, inclusive não tinha o poder que possui hoje. Eu tinha menos de 10 anos de vida e o que me restava eram as rádios.
Aos 12, descobri o New Metal com Korn, Limp Bizkit e Incubus, apesar de fugir um pouco do tipo. A lealdade pelo BritRock continuava com o Hurban Hymns do Verve, e os sempre presentes Oasis e Radiohead. Um pouco mais tarde, flertei com o Heavy Metal no colégio. Meus grandes amigos de turma eram fãs inveterados de Iron Maiden e Metallica, e seus derivados Metais Melódicos que eu nunca aceitei como "som". Além disso, havia descoberto a MTV e seus TOP 10-qualquer-coisa com seus Garbage, Red Hot Chilli Peppers, Silverchair e já apresentava uma tendência ao Hard Rock com a descoberta com vontade do Guns n' Roses.
Aos 14, veio o Rock in Rio e me senti uma adolescente completamente em casa vendo meus quase-ou-futuros ídolos há poucos metros do meu campo de visão.
Chegando ali perto dos 16, minha fase depressiva me fez gostar de indie. Era fã de Pavement e Stephen Malkmus solo, Cat Power e Beck. Nesse período eu era uma devoradora de novos sons e navegava pelo AudioGalaxy atrás de mais e mais conhecimentos alternativos.
Aos 17, veio o gosto pelos americanos do Spoon (banda que sou fã até hoje), Graham Coxon (guitarrista do Blur em trabalho solo), Death Cab for Cutie, Wilco, The Postal Service e essas coisas que "alternativo" carioca passou a gostar e venerar algum tempo depois.
Aos 18, ou por aí, decaí para a maior mentira da música: o New Rock. É, acabei cedendo. Era hype, tocava nos lugares onde eu ia (Bunker, Fosfobox e Casa da Matriz), era divertido, bom de dançar. Maxïmo Park e Franz Ferdinand meus preferidos. Porém, confesso, acho o FF uma boa banda. Precursora do gênero e um dos melhores shows da minha vida. Para por aí também.
Depois disso veio o Hard Rock. O sueco primeiro depois os outros. Hellacopters e Backyard Babies na linha de frente e depois vieram os americanos oitentistas.
Em paralelo eu descobria de vez e me encantava com os clássicos. Led Zeppelin, Beatles, Kiss, Kinks. Nunca fui grande fã dos Rolling Stones, admito.
Essas bandas eu parei pra ouvir com calma, ao passo que começava a conhecer o Punk 77 na raíz.
No Brasil, eu acredito no Forgotten Boys e ja pus fé no Cachorro Grande com os dois primeiros álbuns. Titãs vai ser pra sempre um clássico do país e que merece respeito. O Ultraje a Rigor eu confesso que preciso parar pra relembrar da minha infância mas sei que eram uma das maiores e melhores dos anos 80.
Enfim, hoje em dia sou mais voltada pro Rock n' Roll mais puro e clássico, sem muito gueri-gueri.
Mas tem uma banda que é a paixão da minha vida. Nasci muito depois da fundação e da morte do primeiro vocalista. A banda não é americana nem inglesa. Criou músicas mais famosas que eles próprios e que o mundo inteiro conhece e o último álbum foi considerado um dos melhores de 2008 com o maior faturamento.
A primeira faixa do novo disco já nasceu hino, como diz meu namorado, e o resto do CD é tão absurdamente bom quanto.
Assumo. Admito. Confesso. Os mais famosos australianos da música me venceram.
Quer virar meu amigo? Só pronunciar AC/DC.